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domingo, 14 de agosto de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo epicurista de Fernando Pessoa Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Rio
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Vem sentar-te
comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos,
quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos, Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro |
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento —
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim — à beira- rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
sábado, 12 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
PADRE ANTÓNIO VIEIRA -Dia Mundial da Filosofia 19 de Novembro 2015 ESPAV Turma 11ºLH1
Em meados de 1674,
Padre António Vieira respondeu à
seguinte dúvida:
O mundo é mais digno de lágrimas ou de risos?
E quem tinha mais razão, o filósofo Demócrito que
sempre ria ou o filósofo Heráclito que sempre chorava?
Coube-lhe a defesa do riso de Demócrito.
(Mestre de Epicuro)
Demócrito ria sempre: logo nunca ria. A consequência parece difícil e é evidente. O riso, nasce da novidade, surpresa e da admiração, e cessando a novidade ou a admiração, cessa também o riso; e como Demócrito se ria dos ordinários desconcertos do mundo, e o que é ordinário e se vê sempre não pode causar admiração nem novidade; segue-se que nunca ria, rindo sempre, pois não havia matéria que motivasse o riso.
(...) Há chorar com lágrimas, chorar
sem lágrimas e chorar com riso: chorar com lágrimas é sinal de dor moderada;
chorar sem lágrimas é sinal de maior dor; e chorar com riso é sinal de dor suma
e excessiva. A dor moderada solta as lágrimas, a grande as enxuga, as congela e
as seca. Dor que pode sair pelos olhos, não é grande dor; por isso não chorava
Demócrito; e como era pequena demonstração da sua dor não só chorar com lágrimas,
mas ainda sem elas, para declarar-se com o sinal maior, sempre se ria.(...)
Nada digo que seja contrário aos princípios da verdadeira Filosofia e da experiência. A mesma causa, quando é moderada e quando é excessiva, produz efeitos contrários: a luz moderada faz ver, a excessiva faz cegar; a dor, que não é excessiva, rompe em vozes, a excessiva emudece. Desta sorte a tristeza, se é moderada, faz chorar; se é excessiva, pode fazer rir; no seu contrário temos o exemplo: a alegria excessiva faz chorar e não só destila as lágrimas dos corações delicados e brandos, mas ainda dos fortes e duros.
O pranto dos olhos é mais fino, o da boca é mais mordaz, e este era o pranto de Demócrito. De sorte que na minha consideração, não só Heráclito, mas Demócrito chorava.
AGOSTINHO DA SILVA E DIOGO TRAVASSOS 10º LH2- Dia Mundial da Filosofia 19 de Novembro 2015 ESPAV
Agostinho da
Silva, “Cartas a um jovem filósofo”
“Do que você
precisa, acima de tudo, é
de se não
lembrar do que eu lhe disse;
nunca pense
por mim,
pense sempre
por você;
fique certo
de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e
decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus.
Se o criador o tivesse querido juntar muito a
mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas.
Os meus
conselhos devem servir para que você se lhes oponha.
É possível
que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura já o
pensamento lhe pertence.
São meus
discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no
fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria
transmitir-lhes: a de se não conformarem."
Resposta de um jovem filósofo após leitura da Carta :
" Acho que devíamos ter sempre uma opinião acerca dos problemas da vida , mesmo que esta esteja errada. Iremos, pouco a pouco, começar a pensar de uma forma mais aberta e, deste modo, iremos construindo opiniões mais fortes. " Diogo Travassos 10ºLH2.
Resposta de um jovem filósofo após leitura da Carta :
" Acho que devíamos ter sempre uma opinião acerca dos problemas da vida , mesmo que esta esteja errada. Iremos, pouco a pouco, começar a pensar de uma forma mais aberta e, deste modo, iremos construindo opiniões mais fortes. " Diogo Travassos 10ºLH2.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
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